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Ilha do Amor · 3 min de leitura

São Luís em três sensações: azulejos, reggae e Guaraná Jesus

São Luís se conhece pelos sentidos: o que você vê na parede, ouve na esquina e bebe gelado num copo pequeno.

Os azulejos: a cidade que se olha de perto

O Centro Histórico é patrimônio mundial, e boa parte disso está nas paredes: azulejos portugueses cobrindo fachadas inteiras, em padrões que se repetem e nunca exatamente iguais.

E eles não estavam ali por beleza: protegem a parede da chuva e do sol. A elegância veio de brinde — bem a nossa cara.

O reggae: por que aqui

São Luís é a Jamaica brasileira. Aqui o reggae não é festa temática: é música de bairro, de rádio, de radiola na praça, com dança própria, agarradinha.

Em quase todo lugar o reggae é estrangeiro. Em São Luís ele foi adotado, criou sotaque e virou nosso.

O Guaraná Jesus: rosa, doce e inegociável

É rosa, muito doce e não se parece com nenhum outro refrigerante. Quem é de fora faz careta no primeiro gole e pede o segundo dez minutos depois. Não tem substituto: ou é Jesus, ou não é.

Os três viraram nossos

Azulejo veio de Portugal, reggae veio da Jamaica: chegaram, ficaram, mudaram de jeito e viraram maranhenses de carteirinha. E o Jesus, ninguém troca. A gente não guarda intacto o que recebe: mexe até virar nosso.

Gostou? A gente também veste isso.

Camisetas, matracas e bonés de quem vive o que escreve.